
Trabalhar em altura é um dos maiores desafios da segurança do trabalho.
Mais do que capacete e cinto, esse tipo de atividade exige planejamento, técnica, responsabilidade e cultura preventiva.
Por isso, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) criou a Norma Regulamentadora nº 35 (NR 35) — que estabelece requisitos mínimos e medidas de proteção para o trabalho realizado acima de 2 metros de altura, onde haja risco de queda.
Mas o que a maioria das empresas ainda não percebe é que cumprir a NR 35 vai muito além de atender à legislação — é proteger vidas, reputações e negócios.
1. O que a NR 35 exige, na prática
A norma define critérios claros para garantir que o trabalho em altura seja realizado de forma segura e controlada.
Entre as principais exigências, estão:
Planejamento e autorização:
- Cada atividade deve ter análise de risco e permissão de trabalho específica.
- É obrigatório garantir sistemas de ancoragem e linhas de vida certificados conforme normas da ABNT (como a NBR 16325).
Capacitação e treinamento:
- Todos os trabalhadores devem ser treinados e reciclados a cada 2 anos;
- O treinamento inicial deve ter carga mínima de 8 horas, com conteúdo teórico e prático;
- Instrutores precisam ter comprovação de competência técnica e experiência comprovada.
Equipamentos e condições:
- EPIs adequados (cinturões tipo paraquedista, talabartes, trava-quedas e capacetes com jugular);
- Inspeção prévia dos equipamentos antes de cada uso;
- Sistema de resgate preparado e testado antes da execução do trabalho.
Fonte oficial:
NR 35 – Segurança em Trabalhos em Altura (atualizada)
2. NR 35 e a conexão com outras normas
Uma boa gestão de trabalho em altura não existe isoladamente.
Ela se integra com diversas outras normas:
- NR 01 – Disposições gerais e gerenciamento de riscos;
- NR 06 – Uso e controle de EPI;
- NR 18 – Segurança na construção civil;
- NR 33 – Espaços confinados;
- NR 37 – Plataformas de petróleo;
- NBR 16489 – Sistemas de linha de vida horizontais e verticais.
Essa integração mostra que a segurança é um sistema, não uma norma isolada.
Empresas que estruturam seu PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) com base nessa visão reduzem drasticamente o número de incidentes.
3. Erros mais comuns nas empresas
Mesmo com a NR 35 em vigor desde 2012, muitos acidentes continuam acontecendo por falhas básicas de gestão.
Entre os erros mais comuns estão:
- Treinamentos feitos apenas “para constar”;
- Falta de reciclagem periódica;
- Ausência de plano de resgate realista;
- Equipamentos fora do prazo de validade;
- Permissões de trabalho genéricas, sem análise de risco específica.
De acordo com o Observatório Nacional de SST (2024), cerca de 30% dos acidentes fatais em obras estão relacionados a quedas de altura.
Grande parte deles poderia ser evitada com educação, inspeção e cultura preventiva.
4. Treinamento de altura: técnica + comportamento
Um bom curso de NR 35 não se limita à parte técnica.
É fundamental desenvolver consciência de risco e comportamento seguro.
Por isso, a Group Safety oferece treinamentos com metodologia teórico-prática, simulações realistas e foco comportamental, ministrados por instrutores com experiência de campo e certificação IRATA e ABNT.
Nossos treinamentos abordam:
- Avaliação de risco em altura e sistemas de ancoragem;
- Técnicas de movimentação vertical e horizontal;
- Uso correto e inspeção de EPIs;
- Resgate em altura com análise de cenário;
- Condutas em emergências.
A diferença entre um treinamento de conformidade e um de excelência é simples: o primeiro ensina o que fazer; o segundo ensina por que fazer.
5. Responsabilidade compartilhada
A NR 35 deixa claro: a segurança é dever de todos.
Empregadores, supervisores e trabalhadores devem atuar de forma integrada.
O empregador é responsável por:
- Garantir estrutura segura e equipamentos adequados;
- Fornecer treinamentos e reciclagens;
- Supervisionar a execução da atividade.
Já o trabalhador deve:
- Cumprir os procedimentos de segurança;
- Comunicar qualquer situação de risco;
- Cuidar dos equipamentos e de seus colegas.
Trabalhar em altura é um ato de confiança — e confiança se constrói com preparo.
6. NR 35 e o futuro da segurança
Com os avanços tecnológicos, o trabalho em altura está entrando em uma nova era.
Hoje, sistemas inteligentes de ancoragem, equipamentos com chips de rastreabilidade, e monitoramento digital de EPIs já estão sendo implantados nas empresas mais modernas.
A Group Safety acompanha essa evolução com consultorias especializadas e soluções tecnológicas para que o cumprimento da norma vá além da obrigação — e se torne parte da cultura organizacional.
“A NR 35 não é apenas sobre altura. É sobre confiança, técnica e vida.”
— Sisnando Lima, CEO da Group Safety



Fale com um especialista
Sua empresa realiza atividades em altura?
Converse com a equipe técnica da Group Safety e descubra como garantir conformidade total, eficiência e zero acidentes.
